Meditações, Livro IV,17
Pare o que quer que esteja fazendo nesse momento, e pergunte-se: Estou com medo da morte pois não poderei mais fazer isso que estou fazendo agora? Amamos tanto a vida e temos tanto medo de morrer ...mas quanto tempo dela passamos atirados a procrastinação, preguiça, ou fofoca? Nós poderíamos deixar a vida agora mesmo! Não se esqueça que a vida é frágil e curta, não tome-a como certo. Então deixe que isso determine como age, fala e pensa. Dizer para si mesmo 'memento mori' nos trás para o presente e faz com que percamos menos tempo da nossa própria vida; isso te dá a oportunidade de não se sentir superior ou melhor do que ninguém porque uma vez acabada essa vida, os corpos, os objetos, as honrarias e títulos vão todos para o mesmo lugar: debaixo da terra. Através do 'memento mori' nos é concedida a oportunidade de lembrar a importância de cada abraço e conversa com aquele que amamos, de ter a coragem de pedir perdão, de se permitir sentir emoções, ou de simplesmente acordar mais um dia, olhar para o céu e agradecer: "Obrigado pois ainda estou aqui." Sêneca diz: "Deve-se aprender a viver por toda a vida, e, por mais que tu talvez te espantes, a vida toda é um aprender a morrer. Muitos dos maiores homens, tendo afastado todos os obstáculos e renunciado às riquezas, a seus negócios e aos prazeres, empregaram até o último de seus dias para aprender a viver, contudo muitos deles deixaram a vida tendo confessado ainda não sabê-lo[...]". Marco Aurélio diz: "Não faça como se você fosse viver dez mil anos. A morte paira sobre você. Enquanto vive, enquanto está em seu poder, seja bom.”
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